Pular para o conteúdo principal

Na OAB, ministro Luiz Fux afirma que novo CPC protege confiança social


segunda-feira, 16 de novembro de 2015 às 22h04
Brasília – Foi realizado na OAB, nesta segunda-feira (16), o Ciclo de Palestras sobre as Principais Inovações do Novo Código de Processo Civil (CPC). O evento contou com a presença do presidente nacional da entidade, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, que assistiu à palestra de encerramento das atividades proferida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Também compuseram a mesa de trabalhos o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas; o diretor jurídico da Caixa, Jailton Zanon da Silveira, além dos superintendentes nacionais do banco público, Greco Loureiro e Leonardo Faustino.
Em seu pronunciamento, Marcus Vinicius exaltou a importância do momento. “Debater um código democrático é sempre salutar. Foram ouvidas a comunidade jurídica e a população, como mandam os preceitos do Estado Democrático de Direito, então não há o que dar errado. O novo CPC traz o equilíbrio entre celeridade e segurança, entre razoável duração do processo e devido processo legal. À altura da atual quadra histórica, já se mostra pertinente e completamente necessário”, classificou.

O ministro Bruno Dantas, ao chamar Luiz Fux ao púlpito, destacou a qualidade de seu trabalho. “O ministro Fux teve paciência de Jó para presidir os trabalhos da comissão responsável por elaborar a redação final do novo CPC. Lidou magistralmente com as vaidades naturais do ser humano, pessoalidades, olhares subjetivos. Mas soube separar as coisas para detectar as principais deficiências que os operadores do direito encontram, e este é o norte para onde se deve remar. Lidar com esta litigiosidade em massa não é fácil”, apontou. Brevemente, Dantas citou aspectos gerais do novo ordenamento que impactam diretamente a rotina do advogado.
Em seguida, o ministro Fux iniciou dizendo que o novo CPC realiza a Justiça sem rodeios. “Eu já disse isso aqui na própria OAB em oportunidade anterior, de que o processo civil passará a resolver o litígio de forma justa e em prazo razoável. Apresentava-se como manifesta a necessidade do nosso Judiciário formular caminhos que dessem à Justiça a celeridade que dela a sociedade espera”, disse.
Fux também destacou outro aspecto importante do novo CPC: a segurança jurídica. “O Código se baseia no vigor da totalidade, de quem ninguém vive sem saber o que se pode ou não fazer. Retrata a previsibilidade da qual todos temos que ter conhecimento para estarmos de acordo com o ordenamento jurídico em vigor. É a proteção da confiança, princípio oriundo do direito administrativo. O direito não pode relegar a vida alheia à própria sorte, então o novo CPC vem proteger a confiança social e coletiva”, afirmou.
Para ele, a uniformização da jurisprudência dos tribunais é uma medida completamente favorável à segurança jurídica. “Toda tese assentada passa a ser um requisito de admissibilidade de recursos. Jurisprudência pacificada é essencial”, disse.

http://www.oab.org.br/noticia/28982/na-oab-ministro-luiz-fux-afirma-que-novo-cpc-protege-confianca-social

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dívidas contraídas no casamento devem ser partilhadas na separação

Extraído de:   Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul    - 23 horas atrás Compartilhe O Tribunal de Justiça do Estado negou pedido de pensão alimentícia a ex-mulher e determinou assim como a partilha de dívidas do ex-casal, confirmando sentença proferida na Comarca de Marau. O Juízo do 1º Grau concedeu o pedido. A decisão foi confirmada pelo TJRS. Caso O autor do processo ingressou na Justiça com ação de separação, partilha e alimentos contra a ex-mulher. O casal já estava separado há dois anos. No pedido, o ex-marido apresentou as dívidas a serem partilhadas, sendo elas um débito no valor de cerca de R$ 4 mil, decorrente de um financiamento para custear um piano dado de presente à filha do casal, bem como a mensalidade da faculdade da jovem, no valor de R$ 346,00. Sentença O processo tramitou na Comarca de Marau. O julgamento foi realizado pela Juíza de Direito Margot Cristina Agostini, da 1ª Vara Judicial do Foro de Marau. Na sentença, a magistrada concede...

Quarta Câmara majora indenização de cliente que teve seu nome negativado indevidamente

  Por unanimidade, a Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu majorar de R$ 3.500,00 para R$ 5 mil, o valor da indenização por dano moral em favor de uma cliente que teve seu nome negativado indevidamente pelo Hipercard Banco Múltiplo S.A. O caso foi julgado nos autos da Apelação Cível nº 0001177-62.2013.8.15.0741, que teve a relatoria do desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho. Conforme os autos, a cliente alegou que, mesmo após negociação e quitação de dívida, foi surpreendida com a inscrição de seu nome no Serasa, o que lhe causou sério constrangimento. A instituição financeira alegou ter excluído o nome da autora dos órgãos de proteção ao crédito tão logo cientificada da quitação do débito, não havendo que se falar em dano moral, porquanto ter agido com boa-fé e pela preexistência de negativações em nome da autora. Ao fim, requereu a improcedência do pedido.

Ministro Gilmar Mendes disponibiliza voto no julgamento sobre FGTS em caso de contrato nulo

Os Municípios brasileiros terão mais um problema para se preocupar é que o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores contratados que tenha seus contratos declarados nulos terão direito a receber o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Muito complicado para o cidadão e principalmente para os operários do direito entender que um ato nulo gere direitos. Nosso blog já noticiou está matéria. Leia a  íntegra do voto  do ministro Gilmar Mendes, pelo desprovimento do RE. http://stf.jusbrasil.com.br/noticias/3151734/ministro-gilmar-mendes-disponibiliza-voto-no-julgamento-sobre-fgts-em-caso-de-contrato-nulo