“O poder só é efetivado enquanto a palavra e o ato não se divorciam, quando as palavras não são vazias e os atos não são brutais, quando as palavras não são empregadas para velar intenções, mas para revelar realidades, e os atos não são usados para violar e destruir, mas para criar relações e novas realidades.” (ARENDT, Hannah Condição Humana, 2007, p. 212)

INDEPENDÊNCIA SE FAZ COM EDUCAÇÃO E CULTURA



Alguém já disse que: “Independência se faz com Educação e Cultura”

Não tem como se pensar em um povo independente se não tem uma educação de qualidade e não tem como pilastra de sustentação a valorização das suas manifestações culturais.

O valor a educação não deve partir apenas do Poder Público, este valor deve surgir da família.

Quando o pai deixa de colocar um filho numa escola de qualidade, mesmo tendo condições, para economizar, deixa de priorizar a educação;

Quando o pai retira do filho o direito de conhecer e participar das manifestações culturais da sua comunidade estar tirando-lhe o direito de conhecer e construir uma identidade cultural.

A Educação e a Cultura é uma construção que deve ser feita da base, na família até chegar aos poderes constituídos.

Não se concebe que todos os anos de forma paulatina alguém busque construir, resgatar e preservar manifestações culturais e por outro lado, os poderes constituídos façam vista grossa ou simplesmente inviabilizem as manifestações culturais.

O dia 7 de setembro é dia da independência do Brasil; mas também é o dia escolhido para reclamar, protestar e cobrar, afinal, a cultura é construída com luta e a educação só existe numa sociedade, quando, esta, se orgulha dos seus valores culturais.

Entendemos que não pode ser independente a sociedade que destrói seus valores culturais e seus monumentos históricos, esta, estará fadada a ser o resto da vida dependente da cultura alheia e quem adota a cultura de outrem, ignora as sua existência e renega o direito a educação.

Todo ano no dia 7 de setembro, tem manifestações, tem protesto, tem desfile. Isso já virou tradição, isso já virou cultura.

Aqui fica a nossa sugestão para uma analise de quem interessar sobre a nossa dependência cultural em decorrência da destruição da nossa identidade.

Escrito por
Manoel Arnóbio
Direitos Reservados



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