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Promotor questiona culto no Pacaembu

sexta-feira, 18 de novembro de 2011 - 06h37 Atualizado em sexta-feira, 18 de novembro de 2011 - 09h10

MP dá 15 dias para prefeitura explicar autorização para encontro evangélico no estádio. Eventos são proibidos ali desde 2009

O MP (Ministério Público) deu prazo de 15 dias para a prefeitura explicar por que a festa de comemoração dos 100 anos da Assembleia de Deus no estádio do Pacaembu não foi suspensa. O evento aconteceu na terça-feira, contrariando a decisão judicial de 2009 que proíbe encontros não-esportivos no local. 

Passado esse prazo, a Promotoria deve entrar com ações de improbidade administrativa e desobediência judicial contra o prefeito Gilberto Kassab (PSD). A associação dos moradores do Pacaembu também estuda recorrer à Justiça.

“A última coisa que um promotor espera é o descumprimento da ordem judicial. Vou aguardar o resultado da medição do ruído emitido no evento para juntar nas ações”, disse o promotor de Habitação Maurício Antônio Ribeiro Lopes.

O promotor havia recomendado à prefeitura que suspendesse o evento. A festa, que contou com a participação de diversos políticos, começou às 15h e terminou às 20h. Cerca de 48 mil fiéis estiveram presentes e mais de 700 ônibus pararam na região.

Também estiveram presentes o prefeito Kassab, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex governador José Serra (PSDB) e o ministro Gilberto Carvalho (PT). A prefeitura afirma que todas as limitações existentes para a realização do evento foram respeitadas.

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